top of page

NR-1 e saúde mental no trabalho: o que as empresas precisam saber em 2026

Foto do escritor: Claudia Villela
Claudia Villela
14 de out.
2 min de leitura

Introdução

A saúde mental no trabalho deixou de ser um tema periférico nas organizações. Ela está relacionada à forma como as atividades são planejadas, às relações profissionais, à distribuição de responsabilidades e à maneira como a liderança conduz as equipes. Em 2026, esse debate ganhou ainda mais relevância com a entrada em vigor, em 26 de maio, da nova redação do capítulo 1.5 da NR-1, que inclui expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no gerenciamento de riscos ocupacionais.

O que muda na prática?

A NR-1 estabelece diretrizes gerais para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Na prática, a organização deve identificar perigos, avaliar riscos e planejar medidas de prevenção adequadas à sua realidade. Quando se trata de fatores psicossociais, o foco está nas condições e na organização do trabalho — por exemplo, demandas excessivas, baixa autonomia, conflitos persistentes, assédio, falta de clareza sobre funções e apoio insuficiente da gestão.

Não é apenas uma iniciativa de bem-estar

Oferecer palestras ou campanhas de qualidade de vida pode ser positivo, mas não substitui a análise das condições reais de trabalho nem a implementação de medidas preventivas. O processo precisa considerar a participação dos trabalhadores, a realidade das atividades e a efetividade das ações adotadas. O objetivo não é avaliar individualmente a saúde mental de cada colaborador, e sim reconhecer e reduzir fatores de risco relacionados ao trabalho.

Por onde começar?

A empresa pode começar revisando processos, ouvindo trabalhadores, analisando indicadores como afastamentos, rotatividade e conflitos, capacitando lideranças e estabelecendo um plano de ação com responsáveis, prazos e acompanhamento. A metodologia deve ser adequada aos riscos e às características da organização. A responsabilidade pelo gerenciamento é da empresa, que deve contar com profissionais tecnicamente capacitados.

Conclusão

A adequação à NR-1 não deve ser tratada apenas como uma tarefa documental. É uma oportunidade para aprimorar a gestão, prevenir danos e construir condições de trabalho mais seguras e sustentáveis. Diagnóstico, ação e acompanhamento precisam caminhar juntos.


nr-1-e-saude-mental-no-trabalho-o-que-as-empresas-precisam-saber-em-2026

Comentários


bottom of page